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EUA abrem céus e aeroportos a companhias aéreas angolanas

Os governos de Angola e dos EUA rubricaram, em Washington, um Acordo de Serviços Aéreos de Céus Abertos, que permite acesso mútuo de transportadoras aéreas dos dois países, segundo o Ministério dos Transportes angolano.

De acordo com um comunicado de imprensa, foi igualmente assinado um memorando de consultas no domínio da aviação civil, visando os dois instrumentos promover um sistema forte de aviação internacional entre os dois países, “baseado na sã concorrência das suas companhias aéreas e com acesso direto de Angola ao maior sistema de aviação civil do mundo”.

Os documentos foram assinados na quarta-feira, num encontro no DOT West Building, na Sala de Conferências Lincoln, pelo ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Viegas D’Abreu, e pelo secretário de Estado dos Transportes dos Estados Unidos da América, Pete Buttigieg.

Na ocasião, o governante angolano sublinhou que a assinatura dos dois documentos “representa mais um passo na consolidação de Angola no espaço aéreo mundial, sobretudo tendo no horizonte a entrada em funcionamento do novo aeroporto internacional”.

“Esta nova e moderna infraestrutura está alinhada com as melhores práticas tecnológicas internacionais e foi concebida para receber as maiores aeronaves, facto que colocará também Angola nas mais relevantes rotas comerciais e turísticas dos Estados Unidos, ambas fundamentais para o desenvolvimento socioeconómico do nosso país”, referiu o ministro dos Transportes angolanos.

Por sua vez, o secretário de Estado dos Transportes americano destacou a importância do novo aeroporto internacional de Luanda “para o desenvolvimento da região subsaariana do continente africano e uma forte alavanca para o seu desenvolvimento”.

O comunicado refere que Pete Buttigieg salientou que “a grande aposta da política norte-americana nesta matéria assenta na segurança, no conforto e na experiência dos passageiros, seja a nível da aviação, do transporte marítimo ou ferroviário, ou ainda em pequenas coisas como os locais de embarque. A distância entre portas e, principalmente, o selo verde, ou seja, o tema das energias renováveis”.

“Mantenha-nos informados sobre todos os projetos que considere serem importantes, pois podemos sempre colocá-los no radar dos nossos investidores”, disse.

Segundo a nota, este acordo vai possibilitar que as companhias aéreas dos dois países ofereçam ao público uma vasta gama de opções de serviços, com preços inovadores e competitivos.

“Os documentos assinados pelos dois Estados vêm facilitar a expansão das oportunidades de transporte aéreo internacional para ambos os países, num momento único para Angola, a meses de inaugurar o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, garantindo o mais alto grau de segurança e proteção no transporte aéreo internacional”, sublinha-se no comunicado.

Estes acordos reafirmam também a “extrema preocupação” de Angola c atos ou ameaças contra a segurança das aeronaves, que ponham em risco a segurança de pessoas e bens, afetem adversamente a operação do transporte aéreo e prejudiquem a confiança do público na segurança da aviação civil.

“Tanto os Estados Unidos da América como a República de Angola são partes da Convenção sobre Aviação Civil Internacional, celebrada em Chicago, em 07 de dezembro de 1944”, realça-se no comunicado.

Os dois governantes tiveram também a oportunidade de abordar outros assuntos, nomeadamente no âmbito marítimo e portuário, no qual Angola pretende estender as relações de cooperação estratégica com os Estados Unidos da América, particularmente no domínio da segurança marítima e das infraestruturas portuárias.

As zonas francas e o seu desenvolvimento foi outro dos temas abordados e que colheu interesse particular da parte americana, destaca-se na nota, em que se refere também a aprovação recente do Governo dos Estados Unidos da América de um pacote de investimento para Angola de 1,2 mil milhões de dólares (mil milhões de euros), sendo uma das prioridades do país a aposta na modernização e na expansão dos sistemas de transporte e de logística a nível nacional, para que se afirme como um dos ‘hub’ portuários regionais.

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