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Ministra anuncia para este ano primeiros transplantes de órgãos em Angola

Os primeiros transplantes de órgãos e tecidos poderão ser feitos ainda este ano, carecendo, apenas, de acertos e melhor formação dos profissionais que vão ser envolvidos no processo, anunciou, segunda-feira, em Luanda, a ministra da Saúde.

De acordo com o Jornal de Angola, Sílvia Lutucuta, que falava à imprensa, à margem da visita do ministro das Finanças de Portugal, Fernando Medina, ao Instituto Hematológico Pediátrico Victória do Espírito Santo, disse que a cooperação entre os dois países no domínio da Saúde vai ajudar na materialização do transplante de órgãos e tecidos, acrescentando que o governo português é um forte aliado para o sucesso deste processo.

A ministra da Saúde revelou que está em curso um programa de investigação com o Instituto Nacional de Saúde de Portugal, Doutor Ricardo Jorge, e, no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), estão a ser enviados para Lisboa e Porto vários médicos, para se especializarem em áreas específicas, para que o processo de transplante de órgãos e tecidos decorra sem grandes constrangimentos.

Ainda este ano, disse, o país vai contar com mais de três mil profissionais, entre médicos e enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, que estão a frequentar cursos de especialidade em várias áreas, com realce para a Hematologia, Hemato-oncologia e outras associadas à área hematológica, para reforçar o quadro de pessoal do Instituto Hematológico.

A titular da pasta da Saúde sublinhou que o Instituto Hematológico Pediátrico Victória do Espírito Santo tem uma pressão muito grande de atendimento, porque por ele passam, diariamente, mais de 60 pacientes em crise e com outras complicações de doenças hematológicas, adquiridas, congénitas e hemato-oncológicas.

O Hospital Hematológico, segundo a ministra da Saúde, conta com os préstimos de mais de 100 profissionais.

Financiamento de Portugal

O ministro das Finanças de Portugal disse que a visita ao Instituto teve como objectivo constatar o seu funcionamento, visando a análise das formas de financiamento.

Salientou que, neste grande investimento feito pelo Governo angolano, Portugal acaba por estar associado, pelo facto de ter sido uma empresa portuguesa de referência, a Mota Engil, a construir o hospital, com grande qualidade, da base ao topo.

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