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Heno Guilherme, jogador de futebol adaptado: uma história de sucesso na Turquia

Heno Guilherme António Sebastião Adão, jogador de futebol adaptado da selecção Nacional de Angola, recebeu-nos em sua nova residência na província de Izmir -Turquia, para falarmos sobre a sua vida.

Em conversa com os Serviços de Comunicação Institucional e Imprensa da Embaixada de Angola na Turquia, o jogador, nascido em Luanda, no Sambizanga, a 31 de Maio de 1992, conta que ganhou a paixão pelo futebol aos 5 anos de idade, altura em que perdeu a perna direita vítima de acidente de carro, mas a deficiência não o impediu de realizar os seus sonhos.

Começou a jogar profissionalmente em 2010 no clube de futebol 1º de Junho, Misto de Luanda, na Cidade de Luanda, Angola.

Foi convocado pela primeira vez pela selecção nacional de Angola em 2011, para um campeonato africano, na cidade de Acra, no Gana. Tendo a selecção angolana se sagrado a 3ª classificada.

Com 22 anos de idade, em 2014, integrou a selecção nacional para o campeonato do mundo pela primeira vez, onde foram classificados em segundo lugar.

Em 2018 foi para o seu segundo campeonato do mundo realizado no México, levando a taça para casa, Angola como campeões Mundiais e as propostas de contratação internacional aumentaram. Surgiu o primeiro convite para jogar internacionalmente, na Turquia, mas não atendeu, por razões pessoais.

No ano seguinte, 2019 decidiu anuir ao convite e jogar na Turquia onde começou a sua carreira internacional no Şişli Yeditepe Engelliler spor kulubu, na cidade de Istambul, por uma temporada. A seguir passou também pelos clubes ORTOTEK Gaziler Ampute Spor Kulübü, Etimesgut Belediyesi Ampute Futbol Takımı, na cidade de Ankara, onde foi campeão da Super Liga da Turquia e da Liga dos Campeões da Europa, em 2022, tendo recebido dois prémios.

No mesmo ano, foi vice-campeão do campeonato do mundo de futebol adaptado, em Outubro, representando a selecção angolana.

Actualmente está contratado pelo İzmir Büyükşehir Belediyesi Gençlik ve Spor Kulübü, por uma temporada renovável. O clube assume as despesas pontuais do desportista, como a renda da casa, saúde, alimentação e transporte. O salário ainda não é o desejado, mas sente-se feliz, comparado ao que recebia em Angola. O Izmir Buyuksehiv Belediyesi é o terceiro no ranking do futebol amputado na Turquia.

Heno diz que é feliz na Turquia, mas que sente muita falta da sua família, para completar a felicidade. Trabalha arduamente para ajudá-los e acredita que em breve, os terá no seu convívio na Turquia.

Sobre o racismo na Turquia se se propaga nas redes sociais, diz não sentir, porque está legal.

Heno aproveita a ocasião para deixar um apelo às entidades desportivas angolanas, no sentido de valorizarem mais a modalidade com incentivos e melhoria das condições sociais deste grupo desportivo que se sente marginalizado, a começar pela integração social….. fala dos privilégios do mutilado na Turquia, quer nos transportes públicos como no acesso aos espaços públicos.

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