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Angola na cerimónia de entrega dos Prémios de fotografia para jovens indígenas

A Missão Permanente de Angola junto da ONU, em Genebra, participou ontem, 2 de Novembro, na cerimónia de entrega dos Prémios do concurso de fotografia para jovens de povos indígenas e comunidades locais 2023, promovido pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), que vinha decorrendo desde Julho último, sob o tema “É como vestimos a nossa cultura que contamos as nossas histórias”.

Segundo uma nota de imprensa dos Serviços de Comunicação Institucional e Imprensa da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas e de outras Organizações Internacionais, em Genebra, participaram do Prémio internacional de fotografia da OMPI jovens de povos indígenas e comunidades locais presentes nos 193 Estados-membros da OMPI, com menos de 30 anos na data de encerramento das inscrições (2 de julho de 2023).

Critérios de participação muito rigorosos
De acordo com os critérios de participação, em torno do tema “É como vestimos a nossa cultura que contamos as nossas histórias”, os jovens são obrigados inscrever apenas fotos originais que transmitam uma mensagem importante sobre a indumentária de suas comunidades. A OMPI indica que as fotos devem exibir roupas que reflictam identidade ou significado cultural e que incorporem desenhos e estilos tradicionais e/ou contemporâneos que, baseados na tradição, ainda reflictam a identidade cultural da comunidade.

“As roupas podem fazer parte da indumentária diária ou podem ser peças, tecidos e trajes usados em ocasiões especiais. O termo “indumentária” inclui toucados, calçados e acessórios”, descreve o regulamento do concurso.

Outro critério usado pela Organização do prémio indica que cada participante pode inscrever no máximo uma foto. Não são permitidas inscrições conjuntas e a foto submetida não pode ter sido reconhecida anteriormente, nem premiada em outro concurso de fotografia.

A Organização acrescenta que, caso necessário, o participante deve obter consentimento para exibir conhecimentos tradicionais e/ou expressões culturais tradicionais na fotografia. A foto não deve conter nenhum conteúdo sagrado, secreto ou sensível.

Após concurso, os participantes permanecem detentores do direito de autor sobre os materiais enviados à Organização, contudo, concedem à OMPI o uso dos materiais enviados por até dois anos depois do anúncio dos vencedores, unicamente para os fins das actividades de educação, promoção e capacitação realizadas pela Organização, que reconhecerá plenamente os titulares do direito de autor.

A Organização do evento refere que, aos vencedores será atribuído, amanhã uma série de prémios, incluindo equipamento fotográfico de um valor total de até 3 500 Francos suíços para o 1º classificado, 2 500 Francos suíços para o 2º colocado e 1 500 para o 3º colocado.

Processo de avaliação
Para o presente evento, a Organização refere que as fotos foram avaliadas de maneira tecnologicamente neutra, ou seja, sem levar em consideração a experiência profissional dos participantes, nem a utilização de equipamentos profissionais ou especiais.

Os critérios de avaliação das fotos inscritas cingiram-se na expressão do tema, originalidade, criatividade e expressão artística. Outros critérios considerados foram o poder inspirador, apelo visual e o impacto relacionado com a comunidade.

A OMPI nomeou para o efeito um júri externo para seleccionar os finalistas e eleger os vencedores. O corpo de jurados foi constituído por fotógrafos indígenas internacionalmente reconhecidos e outros conhecedores do tema, mas, para o apuramento, a OMPI, em consulta com os membros do júri, foi examinado e decidido que fotos inscritas estiveram em conformidade com todos os requisitos descritos no regulamento do Prémio.

Neste contexto, por meio desta actividade, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) homenageia e torna amplamente conhecida a criatividade de jovens de povos indígenas e comunidades locais. O concurso visa incentivar jovens indígenas e de comunidades locais a transmitir uma mensagem de forte impacto sobre seus povos, comunidades e culturas, narrando histórias através de registos fotográficos.

O Prémio de fotografia da OMPI também consciencializa os jovens participantes e suas comunidades sobre como o direito de autor que pode ser utilizado por eles, para proteger a criatividade expressa nas fotografias, bem como a protecção das expressões culturais tradicionais igualmente relacionadas com os direitos de propriedade intelectual.

A participação da Missão Permanente de Angola em Genebra no evento visa também recolher informações que possam ser divulgados no país com vista a despertar os jovens angolanos incluindo as comunidades autóctenes e lançar o desafio para as próximas edições do concurso.

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